quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

As TIC na Comunidade Educativa

A acentuada evolução das TIC e o aumento considerável da sua utilização tornam o computador uma ferramenta cada vez mais indispensável em praticamente em todos os aspectos da vida do dia-a-dia, no trabalho, no lazer e na sociedade em geral.
Tudo muda tão depressa na sociedade e na escola que é difícil determinar com rapidez, precisão e eficiência o que está a acontecer e que resposta exige de nós. Sabemos, no entanto, que novos recursos tecnológicos, novas perspectivas teóricas e práticas de orientar o ensino-aprendizagem e condições originais de formação orientadas para a formação ao longo da vida podem contribuir muito para concretizar o até há pouco era impensável em termos de mudança e progresso na Educação.
Na escola os alunos usam TIC para facilitar a aprendizagem de diversos assuntos, para desenvolver competências e também para adquirir conhecimentos práticos que lhes permitam enfrentar os desafios nesta área de desenvolvimento rápido da informação e da tecnologia.
A capacidade para usar computadores é mesmo considerada um factor importante, senão determinante, na entrada dos jovens para a vida activa (Eisenberg & Johnson, 1997; Recesso & Carll, 1999). Estes aspectos levam-nos a pensar com cuidado na sua contribuição para a qualidade da educação (Roberts et al., 1990). Nas últimas décadas foi-se verificando que podem ser um excelente recurso no processo de ensino-aprendizagempelo que, actualmente, as TIC são parte integrante da Educação. Postman afirma: “As TIC não acrescentam nem retiram nada. Mudam tudo a mudança devida à tecnologia não é aditiva nem subtractiva. É ecológica” (l993, p. 18).
É normal haver alguma distância temporal entre o aparecimento de determinada tecnologia e a sua utilização educativa. Mas essa distância tende, actualmente, a tornar-se mais curta. As TIC entraram na escola e vão lá ficar (Ponte, 1990). Por isso, hoje a discussão centra-se já não à volta do sim ou não TIC na Escola, porque o processo é irreversível, mas na melhor maneira de nos prepararmos para fazer delas ferramentas capazes de contribuírem para o desenvolvimento cognitivo e sócio-afectivo dos alunos.
No limiar deste novo século, Camlong, que há mais de quarenta anos se interessa por esta problemática, repete que é fundamental “não confundir os meios com a finalidade. As máquinas são meras máquinas ao serviço do Homem e não podem ser confundidas com os objectivos da utilização que o homem pode fazer” (1999, p. 16). Na mesma ocasião, diz Mateus que “é fundamental determinar efectivamente os fins últimos da Educação, antes de sabermos como a relacionar com as TIC ... na verdade vemos as TIC como um instrumento que poderá ser colocado ao serviço de um instrumento maior, a Educação. e, nesse sentido, ambas tanto podem ser usadas para o bem como para o mal” (1999, p. 24).
No início do século XXI, Cornell (2001) para salientar que o uso de TIC é um meio para atingir um fim, não um fim em si mesmo, refere uma sábia questão que Donald Ely sempre se colocou e que serve de título a um artigo seu: a tecnologia é a resposta, mas qual é a pergunta? (Ely, 1997, p. 102).
Poderemos concluir que estas ideias são intemporais porque continuam tão actuais hoje, em 2007, como nas décadas anteriores até... há mais de cinco mil anos, quando o aparecimento de uma nova tecnologia, a escrita, suscitou igual dualidade de opiniões, vejamos o caso dos, Jornais Escolares (0nline) que têm servido como meio de aprendizagem entre os sujeitos que partilham o gosto por diferentes áreas desde o jornalismo (Processador Texto), à composição gráfica (Publisher), web designer (Multimédia-Flash), fotógrafo (Programas tratamento de imagem) estas equipas multidisciplinares, transmitem de uma forma informal os seus saberes, observando-se desse modo a novas mudanças no comportamento em termos de conhecimentos, acções ou atitudes, levando a que cada vez mais cedo o sujeito possa se tornar membro activo numa sociedade em constante mudança, ou seja, o uso de uma tecnologia da comunicação e da informação, não é só um instrumento de mediatização mas também um método instrutivo e objecto de um processo educativo, logo tem consequências cognitivas, comportamentais e sociais qualitivamente positivas para os sujeitos e para a comunidade envolvida, para além de promover a transformação da estrutura social existente. .